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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Arcadismo


O Arcadismo no Brasil iniciou-se em 1768 com a publicação das Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa e teve seu término em 1836, com a obra Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de Magalhães, quando começou o Romantismo.

Os poetas árcades passaram a trabalhar temas universais, além de renovar as técnicas artísticas. Com isso, a literatura brasileira foi se consolidando, à medida que aumentava a consciência literária.

Momento sócio-cultural

  • O centro sócio-econômico da colônia desloca-se do Nordeste para o Centro-sul, devido à descoberta de ouro e diamantes em Minas Gerais.
  • Ocorre um surto de urbanização em Minas e Rio de Janeiro (que se torna a nova capital da colônia), e aumenta o número de intelectuais.
  • Influenciada pelas ideias iluministas e pela Revolução Francesa, ocorre a Inconfidência Mineira, rebelião que intentava a independência do Brasil.

Características literárias

  • O Arcadismo opõe-se ao Barroco, procura eliminar da arte os excessos praticados pela literatura barroca. Esse objetivo produziu uma arte simples, sem exageros formais, que pretendia retratar a natureza de modo direto. Outra marca do Arcadismo é o bucolismo (exaltação da vida no campo, idealizada como tranquila e feliz).
  • Uso da mitologia clássica e dos princípios renascentistas: racionalismo,
    equilíbrio, clareza.

Autores e obras

  • Cláudio Manuel da Costa: participante da Inconfidência Mineira, deixou Obras Poéticas (1768) e o épico Vila Rica (1839).
  • Tomás Antônio Gonzaga: outro poeta que participou da Inconfidência. Deixou obra muito influente, onde os destaques são Cartas Chilenas (reunidas entre 1845-1863) e Marília de Dirceu (1792).
  • Basílio da Gama: escreveu O Uraguai (1769), poema épico que critica a ação dos jesuítas e enaltece o marquês de Pombal.

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