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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Romantismo

 
No século XVIII, há uma renovação nas formas de expressão, na escolha dos temas e na busca de modelos e fontes de inspiração, o que se denomina Pré-Romantismo e tem sua origem na Alemanha e Inglaterra. 

Tal renovação assume grandes proporções no século XIX, adquirindo liberdade formal e sentimento de contemporaneidade, resultando no Romantismo.

O movimento romântico expressa os anseios, dúvidas e inquietações interiores do artista, deixando transparentes suas grandezas e fraquezas.


No Brasil, o Romantismo tem início em 1836, com a publicação de Suspiros Poéticos e Saudades, do mesmo Gonçalves de Magalhães. 

Após a vinda da família real para o Brasil, em 1808, o Rio de Janeiro passou a ter hábitos semelhantes aos da sociedade aristocrática europeia. Além disso, D. João VI tomou medidas que possibilitaram o nosso crescimento cultural, tais como a abertura dos portos, a criação de bibliotecas e de escolas superiores e a permissão para o funcionamento de tipografias.

Momento sócio-cultural
  • Recém independente, o Brasil procura afirmar sua individualidade como nação, busca o reconhecimento perante outras nações.
  • Ascensão da burguesia e de seus valores: liberdade individual e liberalismo. Porém, logo surge insatisfação com o cotidiano da vida burguesa, o que gera um sentimento de tédio e desencanto com o mundo, expressos pela arte romântica. 
Características literárias 
  • Negação dos valores pregados pelo Arcadismo: a arte deve ser subjetiva, emotiva, sua força deve estar no conteúdo; o artista expõe seu mundo interior.
  • O culto à forma é rejeitado. Em nome da liberdade de expressão o artista dispõe da forma como bem entende.
  • Os temas principais do Romantismo (introversão, tédio, nacionalismo, amor, morte) são tratados de forma sentimental e imaginativa.
Autores e obras 
  • Gonçalves Dias: considerado o primeiro poeta genuinamente nacional, deixou obra vasta, destacando-se Primeiros Cantos (1847), Os Timbiras (1857), Últimos Cantos (1851).
  • Álvares de Azevedo: maior nome da geração mal-do-século. Escreveu Lira dos Vinte Anos (1853), Noite na Taverna (1855), Macário (1855).
  • Castro Alves: expoente da geração condoreira, denunciou a escravidão, defendeu a liberdade e exaltou a mulher. Deixou Espumas Flutuantes (1870), A Cachoeira de Paulo Afonso (1876).
  • José de Alencar: defensor de uma literatura realmente brasileira, que aliasse consciência nacional ao rigor estético. De sua vasta e influente obra, destacamos O Guarani (1857), Iracema (1865), Ubirajara (1874), O Sertanejo (1875).
  • Manuel Antônio de Almeida: deixou Memórias de um Sargento de Milícias (1855), importante retrato do Rio de Janeiro do período joanino.


 




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