No século XVIII, há
uma renovação
nas formas de expressão, na escolha
dos temas e na
busca de modelos e
fontes de inspiração, o que se denomina
Pré-Romantismo e tem sua origem na
Alemanha e Inglaterra.
Tal renovação assume
grandes proporções no século XIX, adquirindo liberdade formal e
sentimento de contemporaneidade, resultando no Romantismo.
O movimento romântico
expressa
os anseios, dúvidas e inquietações interiores do
artista, deixando transparentes suas grandezas e fraquezas.
No Brasil, o Romantismo
tem início
em 1836, com a publicação de Suspiros
Poéticos e
Saudades, do mesmo Gonçalves de Magalhães.
Após a vinda da
família real para o
Brasil, em 1808, o Rio de Janeiro passou a ter
hábitos semelhantes aos da
sociedade aristocrática europeia.
Além disso, D. João VI tomou medidas que possibilitaram o nosso
crescimento cultural, tais como a abertura dos portos, a
criação
de bibliotecas e de escolas superiores e a permissão para o
funcionamento de tipografias.
Momento sócio-cultural
Momento sócio-cultural
- Recém independente, o Brasil procura afirmar sua individualidade como nação, busca o reconhecimento perante outras nações.
- Ascensão da burguesia e de seus valores: liberdade individual e liberalismo. Porém, logo surge insatisfação com o cotidiano da vida burguesa, o que gera um sentimento de tédio e desencanto com o mundo, expressos pela arte romântica.
- Negação dos valores pregados pelo Arcadismo: a arte deve ser subjetiva, emotiva, sua força deve estar no conteúdo; o artista expõe seu mundo interior.
- O culto à forma é rejeitado. Em nome da liberdade de expressão o artista dispõe da forma como bem entende.
- Os temas principais do Romantismo (introversão, tédio, nacionalismo, amor, morte) são tratados de forma sentimental e imaginativa.
- Gonçalves Dias: considerado o primeiro poeta genuinamente nacional, deixou obra vasta, destacando-se Primeiros Cantos (1847), Os Timbiras (1857), Últimos Cantos (1851).
- Álvares de Azevedo: maior nome da geração mal-do-século. Escreveu Lira dos Vinte Anos (1853), Noite na Taverna (1855), Macário (1855).
- Castro Alves: expoente da geração condoreira, denunciou a escravidão, defendeu a liberdade e exaltou a mulher. Deixou Espumas Flutuantes (1870), A Cachoeira de Paulo Afonso (1876).
- José de Alencar: defensor de uma literatura realmente brasileira, que aliasse consciência nacional ao rigor estético. De sua vasta e influente obra, destacamos O Guarani (1857), Iracema (1865), Ubirajara (1874), O Sertanejo (1875).
- Manuel Antônio de Almeida: deixou Memórias de um Sargento de Milícias (1855), importante retrato do Rio de Janeiro do período joanino.
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